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Anac deve abrir chamada para projetos de concessão dos aeroportos



Empresas interessadas em subsidiar projetos de expansão, manutenção e exploração de aeroportos brasileiros que venham a ser concedidos à iniciativa privada poderão apresentar estudos e projetos técnicos à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) quando houver uma chamada pública.

A resolução foi aprovada ontem (28) pela diretoria da agência e publicada hoje (29) no Diário Oficial da União.
A realização dos estudos para estruturação de projetos de concessão será feita sem exclusividade, o que significa que mais de uma empresa poderá se manifestar e obter a autorização.

Se Anac avaliar que nenhum dos estudos apresentados atende satisfatoriamente ao escopo indicado na autorização, não selecionará qualquer deles para utilização em futura licitação.

A chamada pública indicará prazo para realização dos estudos e apresentação dos projetos. Também poderão ser estabelecidos prazos intermediários para apresentação de informações e relatórios de andamento no desenvolvimento dos estudos. Caso os projetos necessitem de mais detalhes ou correções, a Anac abrirá prazo para reapresentação.

Arena Amazônia: parte das fundações está pronta



Até o fim de junho, as fundações do setor oeste das arquibancadas inferiores da Arena Amazônia, estádio da Copa em Manaus, devem estar finalizadas. Segundo o governo estadual, responsável pela obra, este trabalho já foi concluído setor leste. Em paralelo, aumentou o ritmo da fabricação das peças de concreto das arquibancadas por conta da contratação de novos funcionários.

A construtora Andrade Gutierrez, que realiza a construção, quer admitir uma média de 100 funcionários por mês até o pico das obras, previsto para janeiro de 2012. Nesta data, a empresa pretende ter aproximadamente 1.500 funcionários no canteiro de obras. Atualmente, a obra conta com 570 funcionários entre engenheiros, administradores, técnicos e oficiais, sendo 94,4% mão de obra local.

As funções de armador, pedreiro, carpinteiro e servente serão as mais demandadas, por conta do avanço dos trabalhos de execução das estruturas de concreto da arquibancada (produção de degraus pré-moldados e vigas inclinadas).

Manaus, que ainda não desistiu de sediar a Copa das Confederações, segue com o cronograma inicial, prevendo a conclusão dos trabalhos até o início de 2013. Segundo o coordenador estadual da Copa, Miguel Capobiango, até que o anúncio seja oficializado pela Fifa a capital amazonense continua candidata aos do evento-teste da Fifa. “Essa noticia foi dada apenas pela imprensa, então até que seja oficializada pela Fifa somos sim cidade candidatos e estamos trabalhando para deixar a cidade pronta para receber esses jogos também.”

Estádio Castelão

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Demolição das arquibancadas inferiores começou no dia 31 de março de 2011

FICHA TÉCNICA
A reforma do Castelão, projeto do escritório Vigliecca & Associados, pretende também revitalizar o bairro do Passaré, em Fortaleza. Estádio terá 66 mil lugares, estacionamento, centro olímpico, piscina e ginásio multiuso, além de geração de energia eólica. Pretende receber uma das semifinais da Copa.

Custo: R$ 452,2 milhões
Contrato: PPP (concessão por oito anos)
Construtora: Consórcio Galvão, Serveng e BWA



Arena Pernambuco

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Obra está na fase de terraplanagem e fundações. Ministério Público questiona contrato da PPP

Localizada em São Lourenço da Mata, a 19 km do Recife, a nova arena foi projetada pelo escritório Fernandes Arquitetos Associados. Uma série de empreendimentos estão sendo concebidos para a região do entorno da obra. A arena terá 46 mil lugares e estacionamento para seis mil carros.

Custo: R$ 532 milhões
Contrato: PPP
Construtora: Odebrecht





ParceriaISG (International Stadia Group) e AEG Facilities
Ano do projeto2009
ArquiteturaFernandes Arquitetos Associados - arquitetos Daniel Hopf Fernandes, Luis Henrique de Lima, e Paulo Eduardo Jr.
Projetos ComplementaresEnerconsult SA

Os desafios de Porto Alegre para a Copa 2014



Fundada junto ao rio Guaíba em 1772, Porto Alegre é a capital mais meridional do país, e a que possui maior renda per capita da região Sul. Eleita por três vezes a metrópole brasileira com melhor qualidade de vida pela ONU, Porto Alegre é uma das capitais mais arborizadas do Brasil, com uma média de 17 m2 de área verde por habitante.

Beira-Rio e Olímpico: os dois estádios de Porto AlegrePorto Alegre conta com dois estádios, o Beira-Rio e o Olímpico, e dados de público e arrecadação que indicam a potencial sustentação econômica das adaptações necessárias para atender às exigências da Fifa. O que para outras cidades seria motivo de contentamento, na capital gaúcha virou um problema. Isso porque a Fifa permite o uso de apenas um estádio por cidade, para concentrar as transmissões das partidas, e as arenas pertencem a times rivais.




O estádio José Pinheiro Borda, conhecido como o Gigante da Beira-Rio, pertence ao Sport Club Internacional, o Inter. Para sediar os jogos da Copa, o Beira-Rio já está passando por uma reforma. E o Estádio Olímpico Monumental, do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. Este time, por sua vez, aposta na construção de uma nova arena multiuso na saída de Porto Alegre, próximo à BR 116 e do seu entroncamento com a nova rodovia BR 448. A obra estaria aliada a um plano de urbanização que incluiria edifícios residenciais, comerciais, unidades educacionais e serviços.

Os dois projetos em disputa vão além de um empreendimento esportivo, estando inseridos em programas de urbanização ou revitalização do entorno. Após a escolha, o plano com as mudanças deverá ser definido, com a viabilização dos recursos para os investimentos.

Turismo na região gaúchaA cidade tem vocação para o turismo de eventos e negócios, mas também ostenta belos “cartões-postais”, como a Estátua do Laçador e a Usina do Gasômetro; é rodeada por destinos bastante visitados, como Novo Hamburgo; e fica a pouco mais de 100 km da rota turística da Serra Gaúcha, que inclui as cidades de Gramado e Canela.
O maior fluxo turístico, vindo do exterior, provavelmente não seria o de europeus ou asiáticos, mas o de turistas dos países vizinhos, como Argentina, Uruguai e Paraguai, que normalmente buscam a região para compras. Outra modalidade com potencial para se desenvolver é o de turismo de negócios, já que
Porto Alegre é um importante centro de atividades em diversas áreas. Para receber os turistas, a capital gaúcha tem hoje 80 hotéis das principais redes e mais de 12,7 mil leitos. A hotelaria de pequeno porte, baseada em hotéis-fazenda e pousadas no entorno da cidade, têm ampliado a oferta de leitos disponíveis.

Mobilidade e acessibilidadeA região metropolitana de Porto Alegre abrange mais de 30 municípios, que se ligam à capital pelas rodovias BR-116 e BR-290 (conhecida como a Freeway), e pela av. Castelo Branco. As opções de transporte público são as 330 linhas urbanas e 1.882 linhas intermunicipais, além do sistema de trens metropolitanos, cuja ampliação deve custar em torno de R$ 3,7 milhões.

O planejamento da mobilidade urbana da região tem estratégias de implantação da Rede Estrutural Multimodal, com horizontes temporais para os anos de 2013, 2023 e 2033. A cidade planeja ainda um metrô com extensão de 37,4 km e capacidade para 80 mil passageiros por hora, mas apenas a primeira fase do projeto deverá ser executada para a Copa. Ela teria 13,2 km de extensão, e facilitaria a acessibilidade dos visitantes. Além disso, o DNIT planeja obras rodoviárias para melhorar o acesso ao interior, a Santa Catarina e à Argentina.

Infraestrutura aeroportuáriaO Aeroporto Internacional Salgado Filho está localizado na zona norte de Porto Alegre, a 15 minutos do centro da cidade, e transporta cerca de 13 mil passageiros diariamente. É o principal aeroporto da região Sul, e está passando por uma ampliação, planejada antes de a cidade ser candidata à cidade-sede da Copa. O projeto prevê a extensão da pista dos atuais 2,7 mil metros para 3,5 mil metros, melhorando o conceito dos serviços para o Mundial.

Desafios para 2014O maior desafio a ser enfrentado pela cidade de Porto Alegre nos próximos quatro é a melhoria da infraestrutura urbana, com dois grandes projetos de implantação do metrô e urbanização da orla do rio Guaíba.
Não menos importante é concluir um novo estádio até 2013. Um desafio importante talvez seja administrar a rivalidade existente entre os dois times gaúchos tradicionais (Grêmio e Inter) e chegar a um consenso sobre qual vai ser o estádio-sede de Porto Alegre.

Evento do Sinaenco em Porto AlegreA infraestrutura exigida pela Fifa para a Copa de 2014 foi o assunto da 16º edição do “Sergs Debate”, evento realizado pela Sociedade de Engenharia do Rio Grande do Sul (Sergs) em parceria com o Sinaenco, e que aconteceu em outubro de 2008 no Hotel Plaza São Rafael, em Porto Alegre. O debate incluiu as exigências de acessibilidade e de mobilidade urbana e as oportunidades de desenvolvimento do Rio Grande do Sul oferecidas pelo campeonato.

Quem participouHeitor Gularte – Secretário de Estado do Turismo, Esporte e Lazer do RS
Ricardo Paranhos – Diretor de Mobilidade Urbana da Secretaria Nacional de Transporte e da Mobilidade Urbana do Ministério das Cidades
Hideraldo Caron – Diretor de Infraestrutura Terrestre do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - DNIT
Ricardo Gothe – Secretário Municipal de Planejamento de Porto Alegre
Newton Quites – Presidente da Sociedade de Engenharia do RS
Carlos Alberto Aita – Presidente do Sinduscon/RS
Athos Cordeiro – Presidente do Sindicato da Indústria da Construção de Estradas, Pavimentação e Obras de Terraplanagem do RS
Carlos Moura – Presidente da Federação Brasileira de Associações de Engenheiros - Febrae
Berfran Rosado – Deputado Estadual
Luis Fernando Melo Mendes - Câmara Brasileira da
Indústria da Construção - CBIC
Vitorio Piffero – Presidente do Sport Club Internacional
Paulo Odone – Presidente do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense
Wesley Cardia – Diretor de Marketing
da Federação Gaúcha de Futebol – FGF
Edgar Cândia – Presidente do Sinaenco/RS
José Roberto Bernasconi – Presidente Nacional do Sinaenco
Eduardo Antonini – Vice-presidente do Grêmio
Jorge Hori – Consultor do Sinaenco
Rodrigo Prada – Assessor de Comunicação do Sinaenco


Porto Alegre em números
População: 1.430.220
(estimativa IBGE/2008)
Área: 496,827 km2
Densidade: 2.878,7 hab/km2
IDH: 0,865
(PNUD, 2000)
PIB: R$ 27,9 bilhões
(IBGE/2006)

Fonte:http://www.copa2014.org.br/noticias/288/OS+DESAFIOS+DE+PORTO+ALEGRE+PARA+A+COPA+2014.html

Desafios de Belo Horizonte para a Copa de 2014


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Cidade projetada pelo engenheiro e urbanista Aarão Reis para ser a capital do estado de Minas Gerais, Belo Horizonte foi inaugurada em 1897. Hoje é o sexto município mais populoso e um dos mais importantes polos culturais, econômicos e industriais do país. A Grande Belo Horizonte, composta por 34 municípios, é a terceira maior aglomeração urbana do Brasil, com 5,03 milhões de habitantes (estimativas IBGE/2008), e registra a menor taxa de desemprego (10,2%) entre as seis maiores regiões metropolitanas do país. Em 2006, o PIB de Minas Gerais ficou em 214,8 bilhões, o terceiro maior do Brasil. Os municípios de Belo Horizonte, Betim e Contagem somaram PIB de 62,6 bilhões de reais em 2006, valor que representa mais de 80% do PIB da Região Metropolitana de Belo Horizonte.

O estado de Minas Gerais tem diversos apelos turísticos, como cidades históricas, parques estaduais e nacionais com atrações para ecoturismo e turismo de aventura, ou ainda o circuito das águas, com roteiros para quem quer relaxar e passear tranquilamente. Na capital mineira, conhecida internacionalmente por seus belos conjuntos arquitetônicos, a atividade turística está diretamente relacionada ao segmento de feiras e eventos. Porém, o potencial para o turismo de negócios poderia ser mais bem explorado.

Estádio MineirãoBelo Horizonte é a única grande cidade do país cujos principais clubes não possuem um estádio de médio porte. Inaugurado em 1965, o Estádio Governador Magalhães Pinto, mais conhecido como Mineirão, é de propriedade do governo estadual, e tem capacidade para 81 mil pessoas. Seu recorde de público aconteceu em 1997, quando 132,8 mil espectadores acompanharam a partida em que o Cruzeiro venceu o Vila Nova por 1 a 0. Reformado, ele poderá atender às condições da Fifa e ao potencial esportivo da cidade, caracterizado pela existência de um público pagante capaz de dar sustentação econômica ao estádio. Citando apenas como exemplo, dos 57 mil ingressos disponíveis para o jogo Brasil e Argentina, em junho de 2008, foram vendidos 52,5 mil, com renda total de R$ 6,6 milhões, o que significa um valor médio por ingresso de R$ 125,75.

Interior do novo estádio do Mineirão, com destaque para a cobertura de aço e membranas de policarbonato

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Belo Horizonte tem um histórico de grande público e renda no Mineirão. Mas são várias as intervenções para adaptar o Mineirão às exigências da Fifa, a maioria delas relacionada a problemas de visibilidade e segurança. Um reforço de pilares e molas foi implantado para dar sustentação à arquibancada superior, mas atrapalha a visão da arquibancada inferior para o campo. Há também placares sobre a arquibancada e grades na separação das torcidas, o que compromete a visibilidade em vários pontos do estádio.


TurismoA Copa de 2014 justifica investimentos que venham a incrementar a infraestrutura turística com o objetivo de ampliar o tempo de permanência do turista de negócios na capital e criar condições para que ele retorne em outras oportunidades. De olho nessa perspectiva, a Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais (Setur) anunciou em abril de 2009 o projeto Rede de Turismo de Negócios e Eventos, que deve contar com investimentos de 5,6 milhões de dólares, garantidos pelo convênio assinado em 2008 com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Parte da verba se destina à construção de um banco de dados para organizar e unificar o calendário de eventos nacionais e internacionais, de modo que eles passem a ser distribuídos equitativamente ao longo do ano, equilibrando assim a ocupação hoteleira na capital e permitindo a ampliação da atividade. O projeto prevê também a capacitação dos setores da cadeia e a oferta de serviços turísticos de qualidade e com preços competitivos. A ideia é fazer com que o turista de negócios passe a usufruir também da infraestrutura de serviços para o turismo de lazer.


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Entre os desafios que Belo Horizonte deve enfrentar para alcançar esse objetivo está a ampliação da rede de hotéis. Dados de 2007 da Setur indicam que o parque hoteleiro da capital é composto por 52 hotéis de duas a cinco estrelas e 38 apart-hotéis, somando 90 estabelecimentos que juntos disponibilizam 7.945 unidades habitacionais, das quais 34,4% de padrão quatro ou cinco estrelas. Até o final de 2010, a rede hoteleira de Belo Horizonte deve oferecer mais 1.668 unidades.


Infraestrutura e acesso ao estádioO modelo mononuclear de desenvolvimento urbano inibiu o crescimento de novos centros nos demais municípios da Região Metropolitana de BH. O traçado do metrô e a macroestrutura viária e de transportes da capital mineira, dispostos predominante nos eixos norte e oeste, reforçam essa concentração e as deficiências na articulação espacial da região metropolitana, abrindo diversas frentes para investimentos em transporte coletivo.
A acessibilidade ao estádio deverá ser garantida por um sistema de transporte de massa, próximo e ligado aos principais polos geradores de viagens da cidade.

 Nos municípios maiores da RMBH, o sistema deverá ser de alta capacidade, como o metroviário ou de trens metropolitanos. Em Belo Horizonte, o projeto metroviário está definido, porém os recursos financeiros não estão suficientemente assegurados. Nas demais cidades, é possível utilizar um sistema de média capacidade, como os VLTs ou corredores exclusivos de ônibus. A movimentação dos turistas para o estádio deverá ser feita, predominantemente, por vans. Com a infraestrutura de acesso existente são esperados problemas de mobilidade, o que deve prejudicar a acessibilidade.


Maquete virtual do novo complexo Mineirão-Mineirinho

Plano de Mobilidade Urbana para a Copa 2014O Plano de Mobilidade Urbana para a Copa 2014, apresentado pelo Ministério do Turismo prevê para Belo Horizonte apenas R$ 211,7 milhões para 5,5 quilômetros de corredores de ônibus.

 O plano compreende o corredor de transporte coletivo, com a segunda etapa de duplicação da avenida Presidente Antônio Carlos, construção do terminal Pampulha e reformulação do complexo viário da Lagoinha e da Área Central, com faixas exclusivas e passagens de nível.
O Estádio Mineirão fica na região da Pampulha, predominantemente residencial, de alta e média renda, junto ao campus da Universidade Federal de Minas Gerais e a cerca de 3 km do aeroporto da Pampulha. É servido por um sistema de transporte de ônibus urbano comum.

 Os planos de transporte para a região incluem uma linha metroviária de 10,3 km entre a Pampulha e o bairro da Savassi, conectada com as linhas de metrô já existentes. Porém essa linha ainda está em estudos e não há recursos orçamentários previstos para sua implantação.
Por se tratar de uma região residencial, o maior tráfego deve ocorrer nas vias de acesso ao Mineirão. Assim, é necessário identificar os principais gargalos da mobilidade das rotas de acesso ao estádio e avaliar o potencial da Pampulha como polo de geração ou de atração de viagens.

Belo Horizonte também está desenvolvendo o projeto da Linha Verde, que tem o objetivo de reduzir de 60 minutos para 35 minutos o tempo de viagem entre o aeroporto internacional e o centro de Belo Horizonte, distantes cerca de 40 quilômetros. O projeto é o mais significativo conjunto de obras viárias na Grande Belo Horizonte nas últimas décadas. O empreendimento que requalifica a área próxima à Estação Rodoviária e ao Parque Municipal abrange intervenções nas avenidas Andradas e Cristiano Machado, na Rodovia MG-010 e o acesso ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins.

Infra-estrutura aeroportuária Belo Horizonte conta com dois importantes aeroportos, o menor na região da Pampulha, e o principal em Confins, na RMBH, localização mais distante do centro da capital (38 km) entre todos os aeroportos do país. Em 2005, a Infraero transferiu 120 voos da Pampulha para o Aeroporto Internacional de Confins, o que quintuplicou o movimento de passageiros – 400 mil em 2005 e 5,18 milhões em 2008.

Desafios e oportunidadesBelo Horizonte conta com a estrutura ideal de equipamentos para o futebol, podendo ser o paradigma para outras cidades que querem empreender um novo estádio público. Preparar o estádio para os jogos da Copa 2014 não é o problema maior. O principal desafio de Belo Horizonte para sediar a Copa 2014 está na insuficiência da sua rede hoteleira, principalmente dos hotéis de maior categoria. Há investidores interessados em empreender novos hotéis, mas ainda restam dúvidas sobre a sua sustentabilidade econômica.

 A mobilidade urbana é também um grande problema, que como em outras grandes metrópoles, transcende a Copa 2014, mas o evento deve reverter-se em obras que sirvam a Belo Horizonte por vários anos após 2014. Os investimentos em infraestrutura devem assim deixar um legado importante para a cidade. A oportunidade de reurbanização ou revitalização de áreas degradadas (já ocorridas ou em processo) também deverá relacionar-se com as melhorias de acessibilidade e mobilidade. O impacto positivo estará assim na implantação de sistemas de transporte coletivo de alta ou média capacidade.

Evento do Sinaenco em Belo HorizonteAproximadamente 100 pessoas, entre arquitetos, engenheiros, autoridades públicas, secretários de Estado e do município, participaram do seminário “Desafios de Minas Gerais para sediar a Copa de 2014”, com o intuito de discutir a preparação da infraestrutura para o campeonato mundial de futebol. No evento, realizado em 1º de julho de 2008 no auditório do BDMG, as autoridades presentes mostraram-se otimistas quanto à escolha da cidade como sede da Copa de 2014, mas conscientes dos grandes desafios a serem enfrentados. Os temas centrais do encontro foram as questões relacionadas a mobilidade urbana e infraestrutura turística.

Quem participou
Alencar da Silveira Jr – Deputado Estadual, representando Sua Excelência o Presidente da Assembléia Legislativa, Deputado Alberto Pinto Coelho Jr. Jorge Hori, consultor do Sinaenco
José Roberto Bernasconi – Presidente do Sinaenco
Maurício Meirelles – Vice-Presidente de Arquitetura do Sinaenco/MG
Renato Pereira – Secretário Municipal de Esportes, representando Sua Excelência o Prefeito Fernando Pimentel
Silvana Nascimento – Assessora do Gabinete da Secretaria de Estado de Turismo de Minas Gerais
Tiago Coelho Toscano – Diretor da Superintendência Central de Gestão Estratégica de Recursos e Ações do
Estado da Secretaria de Planejamento e Gestão de Minas Gerais
Yuzo Sato – Presidente do Sinaenco/MG
Rodrigo Prada – Assessor de Comunicação do Sinaenco

Belo Horizonte em números
População: 2.434.642
(estimativa IBGE, julho/2008)
Área: 331 km2
Densidade: 7355,4 hab/km2
IDH: 0,839
(PNUD, 2000)
PIB: R$ 32,72 bilhões
(IBGE/2006)

Os desafios de São Paulo para a Copa 2014



São Paulo é a maior cidade do Brasil, da América do Sul e de todo o hemisfério sul, além de ser considerada a 19ª cidade mais rica do mundo, e a 14ª mais globalizada. Fundada em 1554, a cidade somente desenvolveu-se no século XIX, a partir da economia cafeeira, tornando-se o principal centro financeiro, corporativo e mercantil da América Latina. São Paulo integra a Região Metropolitana, que inclui outros importantes municípios, como Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Diadema, Osasco e Guarulhos. Hoje a região passa por um gigantesco processo de conurbação com as regiões de Campinas, Sorocaba, São José dos Campos e Santos, formando uma mancha contínua de urbanização pontilhada por algumas reservas florestais.

Tudo na capital paulistana é superlativo, desde sua população até a arrecadação, o que faz com que o município detenha, sozinho,12,26% do PIB brasileiro. A outra face da moeda são os problemas urbanos: congestionamentos, saturação do transporte público, degradação do centro histórico, poluição do ar e dos rios e ocupação desordenada das áreas de mananciais. Apesar disso, por sua influência política e econômica, a cidade é uma das cotadas para receber a partida inaugural da Copa de 2014.

O estádio da CopaEmbora existam propostas para a construção de um novo estádio em São Paulo, especialmente para a Copa de 2014, o Cícero Pompeu de Toledo, propriedade do São Paulo Futebol Clube, no Morumbi, é o mais indicado para sediar os jogos do evento, já que poderia abrigar com facilidade mais de 60 mil torcedores dentro dos padrões de conforto da Copa. O projeto de adequação do Morumbi às exigências da Fifa já está sendo elaborado e, dado o potencial esportivo e de espetáculos da cidade, poderá ser inteiramente empreendido pelo setor privado.



No entanto, os maiores problemas estão do lado de fora do estádio, nas dificuldades de acesso e estacionamento que hoje afetam a cidade de São Paulo. Para atender às necessidades da Copa, o projeto de reforma do Morumbi prevê a construção de um edifício para 4.800 carros. Mas, como a obra terá que ser construida em área pública, depende de concessão da prefeitura, mediante licitação. Uma alternativa seria a construção de um edifício-garagem junto à nova estação do metrô, no bairro de Vila Sônia, funcionando como ponto de transferência. São Paulo tem uma grande experiência no planejamento e operação de trânsito para grandes eventos, a partir da organização para a Fórmula 1 e esse modelo está sendo incorporado pela Fifa. O desafio é equacionar a questão do estacionamento, dentro de uma política mais geral e não apenas de atendimento aos jogos e eventos realizados no Morumbi.


Infraestrutura para o turismoEstima-se que a maioria dos 1,6 milhão de turistas esperados para a Copa de 2014 passem pela cidade, seja para visitar seus museus, conhecer sua gastronomia ou simplesmente para chegar a outros pontos de interesse no país. Além disso, perto de 15 mil jornalistas deverão vir à cidade, que provavelmente centralizará todas as operações da mídia mundial.
Na visão das autoridades, os 46 mil apartamentos da rede hoteleira paulistana são mais do que suficientes para atender a essa demanda. Mas, o grande desafio do setor é investir em treinamento e formação de profissionais de atendimento em hotéis, bares e restaurantes para recepcionar os turistas estrangeiros.


Mobilidade urbanaSão Paulo possui uma frota de aproximadamente 6 milhões de veículos, entre automóveis, caminhões, ônibus e motocicletas que literalmente enchem e paralisam os principais corredores urbanos nos horários de pico.

As ligações entre o Aeroporto Internacional de Guarulhos e o principal polo hoteleiro internacional, atualmente na região da Berrini, passam pelas avenidas Marginais, permanentemente lotadas e congestionadas, da mesma forma que o Corredor Norte-Sul, que faz o acesso ao Aeroporto de Congonhas.

Por estar tão próxima aos municípios vizinhos, a capital só pode analisar seu sistema viário se englobar também a escala metropolitana e regional. O transporte público conta com uma imensa estrutura de linhas de ônibus com mais de 14 mil veículos, além de metrô e trens, todos conectados pelo sistema de interligação EMTU. Apesar dos investimentos realizados recentemente pelo governo estadual, a rede de trens e metrô ainda está longe de atender adequadamente à população da Região Metropolitana.

No momento está em curso um ambicioso programa de expansão da rede de metrô e de modernização do sistema de trens urbanos, com o objetivo de constituir-se uma única malha de transportes integrados que terá o padrão de qualidade do metrô. Sistemas de VLPs e VLTs, ciclovias e ônibus comuns complementariam a rede.

Em outra frente, o governo federal trabalha para agilizar uma rede de trens de alta velocidade, que ligará São Paulo ao Rio de Janeiro, com conexão a Campinas, onde está localizado o Aeroporto Internacional de Viracopos, e passando pela cidade de São José dos Campos, importante polo tecnológico e industrial do país. O governo promete realizar a licitação ainda em 2009, com a perspectiva de que o sistema já esteja em operação até 2014, mas alguns técnicos questionam a viabilidade desse prazo.

Três terminais rodoviários (Tietê, Jabaquara e Barra Funda) integrados ao metrô complementam a infraestrutura de acesso à cidade, recebendo ônibus de todas as regiões brasileiras, Cone Sul e Bolívia. Um quarto terminal está previsto no bairro de Vila Sônia, próximo ao Estádio do Morumbi. Esta instalação terá característica de Terminal Internacional, pois receberá as linhas com origem na Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai.


Infraestrutura aeroportuáriaPara sediar a Copa 2014, e ao mesmo tempo consolidar-se como uma “cidade mundial”, a capital paulista está empenhada na modernização de sua estrutura aeroportuária. Para tanto, a Infraero desenvolveu planos de modernização dos três aeroportos internacionais que servem a região.

As obras de modernização do Aeroporto Internacional de Congonhas, localizado na zona sul da capital, demandarão investimentos da ordem de R$ 165 milhões, e incluem: conclusão do mezanino da ala sul, nova torre de controle, recuperação das placas do pátio de aeronaves, reforma da ala norte e reforma do saguão central. A torre de controle está prevista pare entrar em operação já no próximo mês de outubro.

No Aeroporto Internacional de Guarulhos a construção do terceiro terminal de passageiros é uma das obras planejadas pela Infraero para a Copa, além da construção de saídas rápidas e a ampliação de pátios e áreas de taxiamento de aeronaves. A reforma envolverá um custo de aproximadamente R$ 1,4 bilhão, com previsão de entrega da primeira etapa de obras em 2011 e conclusão final em 2014.

O Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas, a 100 km de São Paulo, passará a ser o principal articulador da malha aeroviária brasileira, segundo os planos da Infraero para 2014. O projeto está avaliado em 2,8 bilhões e compreende uma segunda pista de pouso e decolagem (conclusão prevista para 2013) e a construção da primeira parte do novo terminal de passageiros, que será finalizado somente em 2015.


Desafios de São Paulo para a CopaO maior e principal desafio para a cidade de São Paulo envolve os problemas de acesso e mobilidade. A cidade pode e deve aproveitar o momento da Copa para desenvolver projetos de sistemas de transporte e atrair investidores privados.

 Para o evento de 2014, o desafio é construir a tempo a linha de trem rápido São Paulo-Rio-Campinas. Mas o principal legado da Copa seria a constituição de sistemas de transporte de massa na Região Metropolitana.
Um segundo ponto envolve a exposição que a cidade terá durante a Copa, permitindo que São Paulo se consolide como um centro mundial de negócios, especialmente nas áreas de serviços de tecnologia da informação, exploração marítima de petróleo, transformação de carnes e biocombustíveis, entre outras. O principal “gargalo” para esse objetivo são as instalações para abrigar megafeiras, exposições e congressos internacionais.

O complexo do Anhembi pode ser considerado acanhado, diante das grandes feiras como as de Milão, Frankfurt, Nova York ou Barcelona. Apenas para abrigar a Conferência Internacional da Fifa, que acontece simultaneamente à abertura da Copa, será necessário um plenário para pelo menos 5.000 congressistas, ainda inexistente em São Paulo. A prefeitura da cidade já tem um projeto para a implantação de um complexo de grande porte em Pirituba, zona norte da cidade, e a implantação desse equipamento até 2013, é um dos principais desafios de São Paulo para sediar a Copa 2014.


Um terceiro desafio, que poderá ser um legado pós-Copa, envolve a resolução dos problemas de degradação urbana no centro da cidade e que exige tanto investimentos em projetos de urbanização e paisagismo, como o maior rigor nas áreas de limpeza pública e assistência social. Ainda cabe destacar a necessidade de melhorar a qualidade do ambiente construído e enfrentar o problema da poluição dos três principais rios que cortam a cidade, o que demanda investimentos pesados em saneamento.


Evento do Sinaenco em São Paulo"Mobilidade Urbana e Infraestrutura para 2014: São Paulo no PAC da Copa" foi como se chamou o evento realizado pelo Sinaenco, no dia 26 de agosto de 2009, em São Paulo. Este tema concentrou todo o debate do 8º Encontro da Arquitetura e da Engenharia Consultiva de São Paulo, que reuniu especialistas e autoridades interessados em refletir sobre problemáticas como: mobilidade urbana e infraestrutura para 2014; planejamento de São Paulo para a Copa de 2014; o desafio da construção e modernização das arenas brasileiras; e perspectivas de oportunidades de negócios para os setores de engenharia e arquitetura, que surgirão com a realização da Copa no país.

Quem participouMarcelo Branco – Secretário de Infraestrutura Urbana e Obras do Município de São Paulo
Caio Luiz de Carvalho – Presidente da São Paulo Turismo
Ruy Ohtake – Titular do escritório Ruy Ohtake Arquitetura e Urbanismo
Vladimir Rioli – Presidente da Pluribank – Engenharia Financeira e Societária
Eduardo Castro Mello – Sócio da Castro Mello Arquitetos
Ailton Brasiliense – Presidente da ANTP – Associação Nacional de Transportes Públicos
Jurandir Fernandes – Diretor-Presidente da Emplasa – Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano
Roberto Scaringella – Presidente da Connection Tecnologia Ltda
Adalberto Febeliano – Diretor de Relações Institucionais da VoeAzul Linhas Aéreas
João Alberto Manaus – Presidente do Sinaenco/SP
Russell Ludwig – Vice-Presidente do Sinaenco/SP
José Roberto Bernasconi – Presidente do Sinaenco
Orlando Silva – Ministro dos Esportes
Alberto Goldman – Vice-Governador de São Paulo
Walter Feldman – Secretário de Esportes do Município de São Paulo
Rogério de Paula Tavares – Superintendente Nacional de Saneamento e Governo da Caixa Econômica Federal
Julio Lopes – Secretário dos Transportes do Rio de Janeiro
Pedro Pereira Benvenuto – Secretário de Economia e Planejamento do Estado de São Paulo
José Luiz Portella – Secretário dos Transportes Metropolitanos do Estado de São Paulo
Paulo Jurandir Fernandes – Diretor-Presidente da Emplasa
Ralph Lima Terra – Vice-Presidente da ABDIB
Paulo Safady Simão – Presidente da CBIC
Jorge Hori – Consultor do Sinaenco
Rodrigo Prada – Assessor de Comunicação do Sinaenco

São Paulo em números
População:
 11 milhões
(estimativa IBGE, julho/2008)
Área: 1.522 km2
Densidade: 7.216,3 hab/km2
IDH: 0,841
(PNUD, 2000)
PIB: R$ 282,8 bilhões
(IBGE/2006)

Anel inferior do Maracanã começa a ser elevado para a Copa



A reconstrução do Maracanã para a Copa de 2014 entrou em nova fase, segundo o governo fluminense. Com o fim da demolição do anel inferior de arquibancadas, em abril, o local começou a ser elevado em cinco metros para ajustar o ângulo de visibilidade dos assentos.

O fosso que separa a torcida do campo de jogo será eliminado, fazendo com que a nova arquibancada avance até a beira do gramado. Além disso, o anel superior vai avançar 12 metros em direção ao campo e, quando a reforma estiver concluída, os dois níveis vão se encontrar, ficando separados apenas por uma linha de camarotes.

“De qualquer lugar no estádio, o espectador terá uma visão espetacular da partida”, diz o vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão.

Cobertura
No final de maio começou a demolição da cobertura de concreto do Maracanã, que dará lugar a uma estrutura de lonas tensionadas por cabos de aço.

Atualmente, as obras do Maracanã estão orçadas em R$ 956 milhões. Justamente por conta da demolição da antiga cobertura, o valor já sofreu acréscimo de 35% em relação ao licitado em 2010 (R$ 705 milhões).
A previsão é que o estádio esteja pronto até março de 2013. Mas o governo já implantou um terceiro turno de obras, noturno, para antecipar a inauguração para dezembro de 2012. Assim, o provável palco da final de 2014 poderia ser testado na Copa das Confederações de 2013, evento que serve de ensaio para o Mundial.
A secretaria de Obras do Rio informa também que desde a última segunda-feira (13) o Maracanã está aberto para visitação noturna. As obras podem ser acompanhadas da torre de vidro, todos os dias, das 9h às 22h.


Fonte: http://www.copa2014.org.br/noticias/7280/ANEL+INFERIOR+DO+MARACANA+COMECA+A+SER+ELEVADO+PARA+A+COPA.html

Os desafios do Rio de Janeiro para a Copa 2014



Principal “cartão-postal” do país, antiga capital do país, e segunda maior cidade do Brasil, o Rio de Janeiro é uma candidata natural a sediar o jogo final da Copa 2014. Sede da Confederação Brasileira de Futebol, conta com o Estádio Jornalista Mário Filho, mais conhecido como Maracanã, templo mundial do futebol.
Reforma do Maracanã O Maracanã foi inaugurado em 1950, quando o Brasil sediou pela primeira vez a Copa do Mundo. Para a Copa 2014, entre outras adaptações, será construída uma nova cobertura. O projeto prevê ainda a construção de um prédio para estacionamento, acima das linhas da Supervia e do metrô, com cerca de 3.500 vagas. O custo previsto da reforma é de R$ 460 milhões.

Segundo o estudo do Sinaenco, o Maracanã precisaria corrigir a visibilidade prejudicada nas primeiras fileiras atrás das cabines; refazer o acesso para portadores de necessidades especiais, hoje com dimensões insuficientes; e reformar os sanitários.

O governo do Estado do Rio está realizando licitação para concessão do Maracanã por meio de Parcerias Público Privadas (PPPs) ainda em 2009. O projeto pode ir além da reforma do estádio, incluindo a requalificação da Quinta da Boa Vista e do Museu de São Cristóvão, além da reurbanização e revitalização dos bairros Maracanã e Tijuca.
O Engenhão, Estádio Olímpico João Havelange, concluído em 2007 para o Pan, tem capacidade para 45 mil pessoas. Como foi concluído recentemente atende aos requisitos da Fifa e servirá como centro de treinamento para a Copa. Porém, foi construído em uma região distante e deteriorada da cidade e precisa ter sua acessibilidade equacionada.





Bonito por naturezaO turismo é grande fonte de recursos do estado. O Rio de Janeiro é o principal destino turístico do Brasil (31,5%), e a atividade corresponde a 15% do PIB do estado, gerando R$ 45 bilhões por ano.

A “cidade maravilhosa” tem tradição de hospitalidade e infraestrutura hoteleira preparada para receber grande quantidade de turistas nacionais e estrangeiros. Sua rede hoteleira possui 22.500 quartos. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH-RJ), há 19 projetos de novos hotéis em construção, que devem ficar prontos a partir de 2011 e devem aumentar a capacidade hoteleira em 3.885 mil novos leitos.
Além disso, a cidade está acostumada com a organização de eventos de grande porte, sejam esportivos ou de lazer, a exemplo do Carnaval, mundialmente famoso. A capital promove ainda a maior Fan Fest do mundo, o seu reveillon na praia, que atualmente reúne mais de 2 milhões de pessoas.

Experiência em eventos esportivosO Rio de Janeiro tem um largo currículo de organização de eventos internacionais esportivos de grande porte. A cidade organizou com sucesso os Jogos Panamericanos, em 2007, considerado uma das melhores versões entre todos os realizados no mundo. Há, porém, controvérsias em relação à extrapolação dos gastos. O legado deixado pelo evento se limitou à construção dos equipamentos, mas o Pan trouxe para o país 5.600 atletas e movimentou um público de 1,3 milhão de pessoas nos jogos, com audiência televisiva superior a 1 bilhão de telespectadores no país, em mais de 850 horas de transmissão.

As melhorias trazidas pelo Pan não chegaram à infraestrutura urbana, já que o desenvolvimento imobiliário nas áreas próximas aos equipamentos não deslanchou. Algumas obras estruturais prometidas ou previstas, antes dos Jogos, ainda não foram concluídas, ou sequer iniciadas. Mas a vinda do Pan deu à cidade a esperança de receber a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016.

Maior desafio: mobilidade urbanaPara sediar a Copa 2014 o Rio de Janeiro terá como maior desafio a melhoria da infraestrutura para acessibilidade às áreas de expansão urbana, como a Barra de Tijuca; contar com transporte de alta capacidade entre o aeroporto internacional e os principais locais de destino; investir em sistemas de transporte e segurança pública; acelerar a ligação terrestre rápida a São Paulo, entre outros.

As exigências da Fifa em relação aos sistemas de transportes coincidem com algumas ações iniciadas pelo governo do Rio, como as obras do Arco Metropolitano, com 145 km, que integra os eixos rodoviários; a Via Light, que interligará o subúrbio do Rio com a região metropolitana de Nova Iguaçu; os corredores expressos de ônibus; e a expansão e modernização do metrô.

Todas as ações previstas na candidatura do Rio de Janeiro à sede das Olimpíadas de 2016 estão conectadas com as da Copa 2014.

Investimentos em infraestruturaO Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) previu investimentos da ordem de R$ 4 bilhões no Rio de Janeiro, incluindo três eixos: logística (rodoviária, ferroviária, portuária, hidroviária e aeroportuária); energética (geração e transmissão de energia elétrica, petróleo, gás natural e energias renováveis) e social e urbana (Programa Luz para Todos, saneamento, habitação, metrôs, recursos hídricos).

O governo federal prevê investimentos de R$ 38,5 bilhões em mobilidade urbana. Deste total, R$ 15,3 bilhões serão destinados à construção de 550 km de linha férrea do trem-bala, ligando São Paulo ao Rio de Janeiro. Outros R$ 5 bilhões estão destinados à cidade do Rio, para investimentos em corredores de ônibus, metrô, acessibilidade aos estádios, aeroportos, entre outros.

Em relação ao metrô, a Secretaria Estadual de Transportes do Rio de Janeiro já realizou uma audiência pública para a ampliação de suas linhas. O novo projeto tem 13,5 km e seis estações, e deverá cruzar a Zona Sul da cidade, transportando cerca de 200 mil passageiros/dia por seis estações.

Urbanização e meio ambienteAs ações do PAC no Rio de Janeiro contemplam ainda a urbanização das favelas do Complexo do Alemão, do Complexo de Manguinhos, do Morro da Providência, da Rocinha e Cantagalo/Pavão–Pavãozinho. Espera-se que as obras promovam um crescimento econômico nessas áreas, gerando trabalho e renda para os moradores.

Além disso, importantes projetos ambientais serão implementados com vistas à Copa 2014 e às Olimpíadas de 2016, como a proteção do sistema lagunar de Jacarepaguá e da Lagoa Rodrigo de Freitas; a melhoria e recuperação dos parques naturais; monitoramento da qualidade do ar, da água e das praias; a balneabilidade de praias e lagoas; e o controle de enchentes no entorno do Maracanã. Todas as construções deverão atender aos requisitos de preservação ambiental. O transporte prevê medidas de baixa emissão de carbono veicular e serão implementados programas de coleta seletiva e manejo de lixo.


Infraestrutura aeroportuária


Aeroporto do GaleãoO Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro – Antonio Carlos Jobim vem passando por reformas desde março de 2008. A principal delas foi a renovação de sua pista principal, concluída em junho de 2008. Outras obras já estão em fase de conclusão, tais como a reforma dos sanitários, polimento do piso de granito, substituição do teto rebaixado, e modernização do Sistema Informativo de Voo, entre outras.

Santos Dumont: legado do Pan 2007Recentemente ampliado, o Aeroporto Santos Dumont atende a apenas voos regionais. O projeto de reforma foi idealizado e concluído para o Pan 2007, e contemplou a ampliação da área de embarque em mais de mil m2. Segundo a Infraero, o local que antes comportava 1,8 milhão de passageiros/ano agora tem capacidade para oito milhões de passageiros/ano.

Desafios do Rio para 2014A atenção trazida pela Copa pode se muito interessante para o turismo do Rio, mas também pode evidenciar os problemas da cidade. A capital apresenta uma grande desigualdade social, visível pelos morros cobertos de favelas, e um grande índice de violência, inclusive contra turistas. Para receber o grande número de visitantes que o Mundial atrai, um dos principais focos de atenção da cidade deve ser a segurança pública.
Outros desafios da capital são equacionar a oferta de estacionamentos, em bolsões e serviço de “shuttle” (a exemplo da Fórmula 1, em São Paulo), melhorar a acessibilidade aos polos hoteleiros e ampliar e melhorar a capacidade do sistema aeroportuário e portuário; e implantar sistema de transporte rápido entre os aeroportos cariocas e destes com os de São Paulo.

Evento do Sinaenco no Rio de Janeiro
Mais de 100 pessoas estiveram reunidas no Rio de Janeiro no debate sobre os desafios da cidade para sediar a Copa de 2014, dia 9 de dezembro de 2008 na sede do Clube de Engenharia. Investimentos em transportes, modernização das arenas e experiência da cidade com eventos esportivos foram a tônica do encontro.

Quem participouMarcia Beatriz Lins Izidoro – Secretária Estadual de Turismo, Esporte e Lazer do Rio de Janeiro
Ronaldo Goytacaz Cavalheiro – Diretor de Atividades Técnicas do Clube de Engenharia
José Roberto Bernasconi – Presidente Nacional do Sinaenco
Rodrigo Meirelles Sigaud – Presidente do Sinaenco/RJ
Waldir Peres – Superintendente da Agência Metropolitana de Transportes Urbanos (AMTU)
Rubens Lopes da Costa Fº – Presidente da Federação de Futebol do Rio de Janeiro
Bruno Contarini – Conselheiro do Clube de Engenharia
Gilson Ramos dos Santos – Arquiteto autor do projeto do Engenhão Affonso
Augusto Canedo – Gerente de contratos da Prefeitura do Rio
Marcelo Néri – Trata Brasil/FGV
Eli Canetti – Gerente de Projetos Especiais do Metrô Rio
Roseli Vilela Giampietro – Diretora da Embratel
Ruy Cezar Miranda Reis – Secretário Especial para a Copa do Mundo
Jorge Hori – Consultor do Sinaenco



Rio de Janeiro em números

População:
 6,161 milhões
(estimativa IBGE, julho/2008)
Área: 1.264,296 km2
Densidade: 5.190,5 hab/km2
IDH: 0,816
(PNUD, 2000)
PIB: R$ 128 bilhões
(IBGE/2006)



Fonte:http://www.copa2014.org.br/noticias/296/OS+DESAFIOS+DO+RIO+DE+JANEIRO+PARA+A+COPA+2014.html

Tudo certo: Cuiabá vai implantar o VLT ao custo de R$ 1,1 bilhoes



Acabou a novela. O sistema de transporte público de Cuiabá e Várzea Grande para a Copa do Mundo de 2014 será o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), que funcionará em dois ramais, ao longo da Fernando Corrêa da Costa, interligando o Centro ao Coxipó e o Grande CPA ao Aeroporto Marechal Rondon, já em Várzea Grande. A obra terá um custo estimado da ordem de R$ 1,1 bilhão que será emprestado pelo governo do Estado dentro de sua capacidade de endividamento, que neste ano é de R$ 2,5 bilhões.

Os ramais do VLT terão 23 quilômetros de extensão, sendo que o custo é total e prevê além das linhas e veículos, as estações. Segundo o governador Silval Barbosa (PMDB), a estratégia é o Estado contratar e executar as obras e posterior a isto, cedê-la à iniciativa privada que, com o pagamento pela exploração, abateria os valores que serão pagos ao longo dos próximos 30 anos e com a vantagem de praticar o preço que considera mais justo sem a necessidade de subsidiar as passagens. "Será um grande passo para a modernidade e um sistema de transporte coletivo digno da população de Cuiabá e Várzea Grande", frisou o governador.

O presidente da Agecopa, Eder Moraes, disse que lhe foi atribuído pelo governador a decisão, e que ele considerando os prós e os contras optou pelo VLT, sendo que suas ponderações foram acatadas pelo governador. "Pagamos uma média de R$ 1 bilhão entre juros e amortização de empréstimos por ano ao governo federal e vamos deixar de executar o mais moderno sistema de transportes do Mundo por causa de recursos financeiros?", frisou o presidente da Agecopa, apontando que existem "n" sinalizações de parcerias em prol da Copa do Mundo em Mato Grosso.

Silval Barbosa frisou ainda que o VLT vai ser um legado para as futuras gerações e que o sistema com certeza será ampliado nas próximas administrações até estar atendendo a maioria da população da Grande Cuiabá e Várzea Grande. "Acredito que fizemos a melhor opção, já que foram vencidas as possibilidades de que o outro sistema pudesse contemplar de forma menos onerosa os custos", disse o governador.

O presidente da Assembleia, José Riva (PP), defensor do VLT, reafirmou suas convicções de que o governador fez a melhor opção e deixou de olhar para problemas do Estado para compreender a importância de se prestar um serviço de qualidade à população. "O serviço atual é pago, mas é prestado precariamente. Agora será diferente, e as pessoas pressionarão os serviços que continuarem sendo realizados por ônibus para que eles sejam melhores", disse o parlamentar.

Já Sérgio Ricardo, que esteve na Europa conhecendo o sistema em companhia do governador Silval Barbosa, frisou que pesou na decisão do governador a qualidade do serviço, independentemente de custos. "O Estado existe para atender a sociedade da melhor maneira possível e é isto que nos interessa".

O presidente da Agecopa, argumentou que em 70 dias estará com o projeto básico concluído e que até outubro tudo deverá estar pronto para em janeiro iniciar as obras que manterão na avenida da Prainha quatro pistas de rolamento para os demais veículos e uma do VLT, que pelos cálculos iniciais no primeiro trimestre de 2014 estará pronto e funcionando para atender a população e os turistas que vierem para cá na Copa do Mundo.

Briga BRT x VLT - No início do ano a Agecopa já tinha definição e projetos encaminhados para implantar o BRT (Bus Rapid Transit). Já haviam recursos assegurados para a instalação dos corredores de ônibus e desapropriações em massa em Cuiabá.

 No entanto, a Assembleia Legislativa decidiu questionar a escolha do modal, contando com o apoio do novo presidente da Agecopa, Éder Moraes e do governador Silval Barbosa.

Uma comitiva viajou a Portugal há dois meses para conhecer o sistema e retornou convencida das vantagens do sistema de trilho. O passo seguinte com a contratação de uma equipe de técnicos para realizar o estudo de viabilidade e custos.

A conclusão foi encaminhada ao Governo do Estado na semana passada, mas ainda dependia de análise do custo tarifário.

Definição
Conforme o presidente da Agecopa, Éder Moraes, o projeto inicial da Agecopa, feito há dois anos, previa o BRT (Bus Rapid Transit), que consiste em corredores exclusivos para ônibus e sairia R$ 600 milhões mais barato que o VLT. No entanto, conforme explicou Eder Moraes, a nova decisão leva em conta o conforto, durabilidade, agilidade e também o “visual” que o VLT trará para Cuiabá e Várzea Grande.

“Para fazer o BRT basta reservar os dois extremos de dois sentidos das pistas, pintar de vermelho e deixá-los exclusivos para ônibus. O VLT é mais moderno, atrativo, acessível e ficará como um dos legados da Copa do Mundo”, disse o presidente.

Conforme o presidente, a decisão já está tomada. “O governador me deu autonomia para conduzir esse processo. Eu comuniquei a ele sobre a decisão. Ele concordou e me autorizou a tocar o processo em frente. Dentro da transparência e publicidade, estamos comunicando que o modelo escolhido é VLT”, afirmou Eder Moraes.

Embora seja mais caro que o BRT, o presidente afirma que haverá uma economia nas desapropriações, já que área para a implantação do VLT é consideravelmente menor. A previsão é de redução de 90% das desapropriações previstas inicialmente.

O pagamento do novo modal será feito através de negociação de crédito junto ao BNDES. Depois de pronto, o Estado vai fazer a concessão do serviço dentro da tarifa que seja acessível à população. Como o Estado já vai ter pagado pela obra com recurso próprio, o dinheiro da concessão repassado ao governo poderá ser utilizado para amortizar o empréstimo feito junto ao BNDES.

O governador, Eder e uma comitiva de deputados chegaram ir a Portugal para conhecer o sistema VLT da cidade de Porto.

Como o projeto inicial previsto não era o VLT, estão sendo feito ajustes técnicos nos projetos básicos e executivos. Conforme Eder Moraes, o ano de 2011 será reservado para a esses procedimentos administrativos e burocráticos, e em 2012 as obras do VLT já estão na rua.

Enquanto isso, ressalta o presidente, outras obras estão em andamento, como as de desbloqueio. Os processos de desapropriação, segundo ele, já estão em curso.

A discussão sobre o VLT teve início no começo deste ano, levantada pelo presidente da Assembleia Legislativa, José Riva (PP). Ao mesmo tempo, foi proposto modelo presidencialista na Agecopa, que era formada por uma diretoria colegiada. A intenção era colocar alguém para comandar o processo, já que na diretoria colegiada, havia muitos conflitos de ordens. Eder Moraes, que foi secretário de Fazenda e estava como secretário-chefe da Casa Civil, foi escolhido pelo governador Silval Barbosa e aprovado pela Assembleia Legislativa. 



Fonte: Gazeta/Copa no Pantanal/Diário de Cuiabá


Arena Pantanal

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Obra está sete meses atrasada. Governo pensa em alterar modelo da cobertura para recuperar o tempo


A Arena Pantanal é um projeto premiado da GCP Arquitetos. Terá capacidade para 43.600 espectadores, com arquibancadas e cobertura desmontáveis. Poderá ter redução de até 30% da capacidade após o Mundial. O projeto tem uma série de recursos para atender à certificação Leed, de sustentabilidade.

Custo: R$ 342 milhões
Contrato: público
Construtoras: Santa Bárbara e Mendes Júnior

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Nome oficial:Arena Pantanal / Estádio José Fragelli
Construção:Consórcio Santa Bárbara/Mendes Júnior
Área do terreno:307.000 m² (incluindo construções existentes)
Área a ser construída:101.400 m² (marquise/restaurante/choperias)
Área a ser demolida:58.500 m²
Início do projeto:2009
Início das obras:2010
Conclusão das obras:2012
Arquitetura:GCP Arquitetos - Sérgio Coelho (autor), Adriana Oliveira e Maurício Reverendo (coautores); Alessandra Araújo (coordenação geral e sustentabilidade); Grupo Stadia - Danilo Carvalho (co-autor/ arquitetura esportiva); Bárbara Fornari, Bruna Tosetto; Daniel Mariano, Danilo Cosenza, Francisco Abreu, Janaína Ortolani, Lilian Frige, Marcelo Rios; Ricardo Segantini, Sílvio Diarte, Taís Miyake e Tomás Brunoro (equipe de arquitetura GCP/ Stadia); Sandra Ruiz e Shintaro Arakawa (arquitetura de interiores)
Especificações técnicas:Tecspex
Engenharia de instalações:MHA
Estrutura metálica e estruturas desmontáveis:Sinclair Knight Merz (Inglaterra)
Estrutura metálica:Ponto de Apoio
Fluxos de espectadores:Steer Davies Gleave (Inglaterra)
Estrutura de concreto e fundações:EGT
Certificação Leed:CTE
Paisagismo:KMKaiser
Renderização 3D:Neorama
Comunicação visual:OTM
Luminotécnica:Acenda
Infraestrutura:Interact


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Três anos para a Copa. Como estão as cidades-sede?

Sexta-feira, 13 de junho de 2014, 15 horas. 
Daqui a exatos três anos, Brasília, Belo Horizonte, Salvador ou São Paulo podem receber o jogo de abertura da Copa do Mundo de Futebol. O Brasil tem exatos 1.095 dias para concluir os estádios, ampliar os sistemas de mobilidade urbana, e modernizar os aeroportos para receber os atletas, jornalistas e torcedores que virão ao país do futebol para ver o Mundial de 2014. Desde que o país foi escolhido para sediar a Copa, em outubro de 2007, já se passaram 1.323 dias, boa parte deles perdida em problemas administrativos, questionamentos dos órgãos fiscalizadores, dificuldades de financiamento e uma série interminável de óbices nascidos da falta de planejamento.

Para marcar a data, a equipe de jornalistas do Portal 2014 checou o andamento dos principais projetos, cidade por cidade. Os estádios, principal item para a realização da Copa, seguem em andamento, exceto em São Paulo --onde os trabalhos ainda não passaram da terraplenagem-- e Natal, sem sinal de obras. Os maiores problemas encontram-se justamente nos projetos que poderiam deixar algum legado para o país: sistemas de transporte urbano e aeroportos. Confira o panorama em todo o Brasil.

EstádiosNa candidatura brasileira ao Mundial, em 2007, a Confederação Brasileira de Futebol apresentou orçamento de U$ 1,1 bilhão (na época, algo em torno de R$ 1,94 bilhão) para reformar ou construir 18 estádios.

Mas depois de escolhidas as 12 cidades-sede, em 2009, o que se viu foi uma completa inversão de rota. O custo dos estádios disparou e está na casa dos R$ 6,75 bilhões. Este valor deve subir ainda mais, já que boa parte dos contratos não prevê a compra de assentos, refletores, gramados e das intervenções ao redor das arenas.

Junto com o aumento de 348% no orçamento dos estádios, o modelo de financiamento também mudou. Apenas Curitiba, Porto Alegre e São Paulo terão recursos privados nas arenas.

Ainda assim, a prefeitura da capital paranaense terá que liberar R$ 90 milhões em potencial construtivo para as obras da Arena da Baixada, enquanto a capital paulista abrirá mão de R$ 420 milhões em impostos pelo Itaquerão.

Mesmo com a abundância de recursos, as obras avançam lentamente. Nenhum estádio conseguiu a liberação de empréstimo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que aguarda a revisão de contratos ou a apresentação dos projetos executivos.

Mobilidade urbanaEntre os projetos da Copa de 2014, são os de mobilidade urbana que chamam menos atenção. Talvez por isso sejam também os mais emperrados. Das 50 obras listadas como prioritárias para melhorar o deslocamento da população e de torcedores nas cidades-sede, que chegam a R$ 11,8 bilhões, apenas duas começaram.

Levantamento do governo federal calcula que 58% dos projetos de monotrilhos, Veículos Leves Sobre Trilhos (VLT), Bus Rapid Transit (BRT) e vias expressas tiveram atraso no cronograma. Isso levou a presidente Dilma Rousseff a dizer que, se as obras não começarem até dezembro, serão rebaixadas do PAC da Copa para o PAC normal, perdendo condições mais favoráveis de financiamento.

As sedes alegam problemas diversos para a lentidão. Um dos entraves são as desapropriações. Em reunião com Dilma no mês passado, os prefeitos pediram regras mais brandas para remover os moradores. O argumento é que a burocracia estaria impedindo o avanço dos projetos.

A situação preocupa. Relatório da ONU divulgado em abril aponta que obras da Copa violaram o direito a moradia em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Natal e Fortaleza.

Além da truculência, a dificuldade para fazer avançar os projetos se reflete na ausência de recursos para as obras. Cinco cidades não conseguiram empréstimo da Caixa Econômica Federal, que administra o PAC da Copa (Manaus, Recife, Fortaleza, Natal e Brasília).

Algumas sedes começaram a recuar: o governador do Amazonas afirmou que o monotrilho e o BRT de Manaus são desnecessários para a Copa; Fortaleza reduziu o número de projetos.

Cuiabá, Recife e Salvador ainda não definiram se adotarão o BRT (corredor de ônibus exclusivo) ou o VLT (espécie de metrô de superfície). São Paulo pretende usar mais de R$ 1 bilhão do PAC para um monotrilho a 30 km do seu estádio.

AeroportosConsiderado o principal calcanhar de aquiles da preparação brasileira, os 13 aeroportos da Copa têm previsão de receber R$ 5,23 bilhões em investimentos. Estão projetadas 24 obras, mas apenas cinco estão em andamento. Sob responsabilidade da Infraero, 16 intervenções já foram adiadas.

O cenário gerou críticas do presidente da Fifa, Joseph Blatter, e do secretário-geral da entidade, Jerome Valcke. “Talvez tenhamos que tocar o sino no Brasil para dizer que a Copa é em três anos e meio”, disse Blatter há seis meses.

Em abril, o alerta se intensificou com o lançamento de um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Segundo o levantamento, as obras de nove aeroportos não serão estarão prontas até 2014, o que pode fazer com que o Brasil passe um vexame de proporções mundiais.

Até lá, a Infraero prevê a instalação de terminais provisórios em cinco aeroportos para minimizar problemas com o aumento da demanda. Os "puxadinhos" estarão em Brasília, Porto Alegre, Cuiabá, Campinas (SP) e Guarulhos (SP).

Em março, o governo criou a Secretaria Nacional de Aviação Civil. A primeira iniciativa foi conceder três aeroportos à iniciativa privada. Guarulhos, Viracopos e Brasília terão investidores privados, com a participação de até 49% da Infraero. A previsão é que Confins (MG) e Galeão (RJ) também passem pelo processo.

Maracanã antes das obras. Haverá legado para a cidade em volta? (crédito: Blog Planeta Água)




Doze cidades-sede
Belo HorizonteEstádio: Segue cronogramas, mas não apresentou projeto executivo.
Mobilidade: mudanças nos projetos executivos adiaram as intervenções de 2010 para 2011.
Aeroporto: Reforma do terminal em fase de licitação.

BrasíliaEstádio: Ministério Público ameaça cancelar contrato por falta de garantias financeiras.
Mobilidade: Obra do VLT começou em 2009, mas está parada por conta de irregularidades.
Aeroporto: Obra deve começar em agosto de 2012.

CuiabáEstádio: Fora da Copa das Confederações, já atrasou sete meses.
Mobilidade: Governo ainda oscila entre BRT e VLT. Desapropriações não começaram.
Aeroporto: Reforma do terminal e sistema viário prevista para março de 2012.

CuritibaEstádio: custo subiu até 63%; construtora não foi contratada.
Mobilidade: Governo teve que revisar projetos, provocando atrasos nas licitações.
Aeroporto: Projetos em fase de licitação.

FortalezaEstádio: fora da Copa das Confederações, foi uma dos últimas a começar as obras.
Mobilidade: Obras do VLT, de quatro BRTs e ampliação de avenidas foram adiadas em até nove meses.
Aeroporto: Edital ainda não foi publicado.

ManausEstádio: Fora da Copa das Confederações, possui denúncia de sobrepreço.
Mobilidade: Monotrilho e BRT não deslancham. Governo admite jogar a toalha.
Aeroporto: Edital para reforma do terminal foi lançado em maio.

NatalEstádio: Obra mais atrasada da Copa, ainda não começou.
Mobilidade: reformas nas principais vias da cidade estão um ano atrasadas.
Aeroporto de São Gonçalo do Amarante: consórcio deve ser escolhido em 19 de julho.

Porto AlegreEstádio: custo subiu 93% após entrada de empreiteira.
Mobilidade: Governo não conseguiu contratar 90% dos projetos.
Aeroporto: Projetos em fase de licitação.

RecifeEstádio: Ministério Público contesta edital de Parceria Público-Privada.
Mobilidade: Governo oscila entre BRT e VLT. Atrasos já chegam a cinco meses.
Aeroporto: Implantação de nova torre de controle prevista para janeiro de 2012.

Rio de JaneiroEstádio: Orçamento subiu de R$ 705 milhões para quase R$ 1 bilhão (41%).
Mobilidade: BRT Transcarioca começou em fevereiro, com atraso de quase um ano.
Aeroporto do Galeão: Reforma do terminal 1 em andamento.

SalvadorEstádio: Custo pode ter subido de R$ 591 milhões para R$ 835 milhões (41%).
Mobilidade: Com nove meses de atraso, governo da Bahia ainda não decidiu se adotará BRT ou VLT.
Aeroporto: Reforma do terminal marcada para junho de 2012.

São PauloEstádio: obra começou recentemente, mas não tem garantia financeira; custo subiu 52%.
Mobilidade: governo usará financiamento para obra não relacionada à Copa.
Aeroporto de Guarulhos: Edital da concessão do terminal 3 deve sair em dezembro.
Aeroporto de Viracopos: Construção de novo terminal deve começar em junho.

*Reportagem e texto: Rafael Massimino e Diego Salgado. Edição: Marcos de Sousa

 
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